Ariane Feijó, Author at Otimifica
O que é patrimônio digital para as empresas?

O que é patrimônio digital para as empresas?

O que é patrimônio digital para as empresas?

Patrimônio digital é tudo o que uma empresa cria e disponibiliza publicamente nos seus canais do ambiente digital.

Partimos do princípio de que digital não é a tecnologia, mas o ambiente no qual vivemos. Por isso, um elemento offline pode ser considerado patrimônio digital quando tiver impacto no online ou for impactado por campanhas online. Neste caso, quando os elementos on e off são combinados, dizemos que se trata de uma comunicação all line.

Patrimônio digital é tudo o que uma empresa cria e disponibiliza publicamente nos seus canais do ambiente digital.

São elementos do patrimônio digital, ou ativos digitais:

  • Site e blog
  • Materiais ricos
  • Cursos online
  • Catálogos de produtos
  • Whitepapers
  • Link equity
  • Livros e artigos
  • Menções na mídia
  • Eventos proprietários
  • Publicação de guest posts e artigos no Linkedin Pulse

Ativos digitais: recursos online controlados pela empresa como resultado de ações de marketing e comunicação desenvolvidas e dos quais se esperam futuros benefícios em termos de resultados financeiros e/ou reputação e visibilidade.

O patrimônio digital constitui aquilo que se mantém como propriedade da empresa e que somente ela tem capacidade de alterar ou evitar. Essa alteração pode acontecer por razões controláveis – por exemplo, um material perde a validade e é substituído por outro; ou incontroláveis – no caso de uma crise de reputação, todo o patrimônio digital pode perder valor diante da opinião pública.

A ideia de construção de patrimônio digital no marketing parte do princípio de que o correto desenvolvimento dos seus elementos leva a uma excelente reputação e, consequentemente, a um melhor Retorno sobre o Investimento em estratégias, táticas e ações de comunicação e marketing.

Assim, visitas, leads e clientes – cuja permanência não dependem exclusivamente da empresa – são considerados consequências desejadas da construção correta dos elementos do patrimônio digital e de parte dele, e não elementos ou ativos digitais.

Como um investimento, o patrimônio digital também leva em consideração o prazo do seu retorno. Em um primeiro momento, as empresas constroem um determinado ativo digital para ter retorno em leads, oportunidades e vendas. Porém, quanto mais o tempo passa, mais a reputação é importante, pois ela é que impacta em aspectos reais de negócio como valuation e chegada a novos patamares de crescimento.

Bens digitais

Os bens digitais são todos os ativos digitais que podem ser convertidos em visitas, leads, clientes e relacionamento.

Bens digitais tangíveis

São aqueles que podem ser “tocados”. Os bens digitais tangíveis possuem uma existência física – online ou offline. Exemplos:

  • Site e blog
  • Materiais ricos
  • Cursos online
  • Catálogos de produtos
  • Whitepapers
  • Link equity (poder dos links de um site em termos de relevância, autoridade, confiança, localização e acessibilidade dos links em uma página, links outbound de alto valor etc)
  • Livros e artigos
  • Eventos proprietários
  • Domínios de internet
  • Campanhas
  • Slogans
  • Publicação de guest posts e artigos no Linkedin Pulse

 

Bens digitais intangíveis

Os bens intangíveis são imateriais e não possuem a mesma liquidez (rapidez de serem transformados em visitas, leads, clientes e relacionamento) que os tangíveis. São exemplos:

  • Marcas
  • Patentes
  • Menções na mídia
  • Aspectos de percepção com relação à marca (como ser referência ou autoridade na sua área de atuação, o seu branding, menções positivas e reputação all line).

É possível dimensionar o impacto do patrimônio digital de diversas formas, entre elas:

  • pelo retorno dos elementos digitais em visitas, leads e clientes em um período de tempo;
  • pelo Custo de Aquisição de Cliente, que tende a diminuir à medida que a reputação digital da marca cresce;
  • pelo monitoramento da qualidade de menções à marca (brand health).

Serviços

A Otimifica é a sua parceira estratégica de marketing digital para conquistar e reter os melhores clientes.

Todos os direitos reservados © Otimifica
Membro da
  

Maturidade digital: Você sabe qual é o índice da sua empresa?

Maturidade digital: Você sabe qual é o índice da sua empresa?

Na Otimifica acreditamos que a Transformação digital é um caminho, não um fim. O fim, que na verdade é o início de um novo ciclo, chamamos de maturidade digital. Porém, não é possível percorrer o caminho da transformação digital sem a mentalidade apropriada.

O primeiro passo para identificar a mentalidade de uma empresa é o uso do algoritmo que desenvolvemos: o Índice de Maturidade Digital.

Esta ferramenta acompanha os nossos clientes ao longo de todo o processo de transformação e mostra o quão longe ou perto está dos pontos de maturidade digital. Se o cliente já tiver maturidade, o Indice mostra se está conseguindo manter e sugere sempre oportunidade de melhoria.

O cálculo do Índice de Maturidade Digital envolve questões de tecnologia, como SEO, uso de dados ferramentas e questões técnicas do site, bem como comerciais, como geração de leads, vendas e reputação digital no all line (on e offline).

 

Os objetivos do Índice de Maturidade Digital são:

  • oferecer um norte para quem está em busca de desenvolver estratégias digitais para começar certo ou percorrer de forma mais ágil e assertiva o caminho rumo à maturidade digital;
  • orientar o mercado para parar de cair no discurso de falsos especialistas entender os diferenciais do marketing para o seu tipo de negócio;
  • Reforçar a importância de começar olhando para objetivos de negócios e não para a operação, como por exemplo nas redes sociais;
  • Visibilidade e reputação: tornar a empresa mais conhecida ou o objeto do trabalho melhor compreendido pelos seus públicos de interesse;
  • Aumentar a geração de leads;
  • Melhorar as taxas de conversão;
  • Identificar possibilidades de retenção e satisfação dos clientes;
  • aumentar produtividade da equipe de marketing e vendas ao entender o que é crítico e o que é secundário para oferecer uma melhor experiência;
  • encontrar caminhos para reduzir custos com marketing, vendas e comunicação.

 

É bastante natural em clientes que não conhecem o ambiente digital com profundidade, querer garantias do retorno de marketing. Nós buscamos através do Índice identificar pontos de melhoria que sejam mais rápidos de resolver, como por exemplo a criação de automações.

Sabemos que clientes que implantam automação de marketing nos primeiros 60 dias tem menos chances de desistir da nossa metodologia. Por isso, é fundamental entregar valor no início do trabalho, para a mecânica de geração de leads e construção de relacionamento acontecer nas primeiras semanas.

 

O Índice de Maturidade Digital é a ferramenta ideal para gestores de marketing e CEOs que:

    • sabem que marketing está ligado à estratégia, mas não sabem como ter resultado ou por onde começar no digital;
    • não confiam em agências porque ja tiveram problemas. entre eles: demora na resposta, atrasos na entrega, não entrega de projetos acordados.
    • não conhecem formas de educar a sua equipe para saber resolver os seus problemas de marketing/ vendas e, com isso, reduzir investimentos/ despesas com agências.
    • quer se digitalizar e quer garantias de que o modelo que for sugerido trará resultados.
    • quer enxergar o impacto de marketing em vendas (ou é profissional de vendas e quer ações de marketing que gerem resultados) e cobra isso das agências (que não conseguem entregar pq cuidam de uma ou algumas partes do processo). Não quer pagar, só se receber tudo o que acredita ter sido acordado.
    • tem dúvidas se vai ter braço para implantar uma estratégia de inbound: o Índice é o primeiro passo para a Auditoria de Marketing e Reputação Digital e dimensiona a equipe necessária e tempo de trabalho para cada profissional atuar e alinhar definitivamente marketing e gestão.

 

Quer descobrir a sua maturidade digital? Receba uma versão simplificada do Índice gratuitamente clicando aqui!

Conheça a diferença entre inbound marketing e inbound pr

Conheça a diferença entre Inbound Marketing e Inbound PR

 

Você sabe qual a diferença entre inbound marketing e INBOUND PR? A primeira vista pode parecer se tratar basicamente da mesma coisa, mas não é. Você pode ter uma ideia pré-concebida de que o PR traz ao inbound marketing a assessoria de imprensa. Enxergar PR desta forma é mais ou menos como fazer a sua comunicação sem considerar o digital

As estratégias para sistematizar e as etapas implementar ambas metodologias são diferentes. Ficou interessado? Então continue a leitura para aprender as diferenças entre inbound mareting e INBOUNDPR.

 

Afinal, o que é INBOUNDPR?

INBOUNDPR é uma forma inovadora de fazer comunicação integrada, em que o marketing digital olha para as pessoas e as Relações Públicas olham para as vendas.

Para deixar ainda mais claro o conceito por trás do INBOUNDPR, podemos traduzir como comunicação sincronizada, um amadurecimento prático da comunicação integrada.

Isso porque está na essência das Relações Públicas integrar: departamentos, interesses públicos, criar networking de valor para as organizações, com o objetivo de desenvolver a reputação e a melhor imagem corporativa.

Trabalhar de forma sincronizada exige não apenas pensar nos objetivos de comunicação, como também de negócio.

Existiam até aqui, nas organizações, duas formas de focar nos objetivos de negócio: do ponto de vista de marketing e do ponto de vista de Relações Públicas.

Quem olha do ponto de vista do marketing, certamente pensa com o enfoque de vendas. Já do ponto de vista de RP, o foco é na construção de relacionamentos, para a empresa projetar uma imagem melhor no mercado.

E muitos ainda associam RP exclusivamente com assessoria de imprensa, no bem-estar dos clientes e em tudo o que se relaciona com reputação.

Acontece que ambas as faces do comunicar para empresas, negócios ou ideias precisam necessariamente de marketing e de RP.

É preciso olhar para ambas de forma sistêmica. Não apenas trabalhando lado a lado, mas nascendo de iniciativas conjuntas. Mais do que integrar, é preciso sincronizar.

O que é PR?

PR ou Public Relations é simplesmente a tradução de Relações Públicas do inglês para o Português.

Na prática da comunicação contemporânea, Relações Públicas é uma mentalidade para a construção e a gestão de relacionamentos corporativos. Porém ela surgiu como uma profissão nos Estados Unidos. No Brasil, ela também surgiu como uma profissão há mais de 100 anos. Sua função era essencialmente influenciar a mídia, colaboradores e demais stakeholders.

Com o tempo, a mudança da mentalidade nas organizações, o surgimento de novos formatos de relacionamento em especial nas redes sociais digitais, mudamos também de paradigma: do analógico o digital. Neste contexto, a forma de fazer Relações Públicas também mudou.

E para colocar essa forma em prática com resultados, eu comecei a fazer experimentos e criei o que chamo de comunicação sincronizada ou INBOUNDPR.

Nós chamamos o INBOUNDPR de inteligência para a maturidade digital, pois de fato é isso que ele é. Para isso nos embasamos em dados e nas mais atuais tecnologias de relacionamento com as personas dos nossos clientes.

Inbound PR e Inbound Marketing: qual a diferença?

No INBOUNDPR trabalhamos com as questões culturais que formam a mentalidade digital, ou seja, que transformam as pessoas para trabalharem a tecnologia de forma a agregar valor para as empresas, e não como premissa.

Vivemos a era das melhores soluções, não dos melhores sistemas.

E para entender de soluções, é preciso entender de pessoas. Já no inbound marketing, o foco é essencialmente a geração de leads e vendas.

Muitas empresas não estão prontas para o inbound marketing, então implantamos o INBOUNDPR. Outras já possuem processos bem sucedidos de inbound marketing, e daí o INBOUNDPR vem para fortalecer a reputação.

Seria Inbound PR uma superação do Inbound Marketing?

Assim como RP é diferente do marketing, o INBOUNDPR é diferente do inbound marketing.

O inbound marketing olha para critérios bem práticos: quantas visitas tem o site, quantos leads isso gera, quantos desses leads realmente estão interessados em comprar e quantos interessados viram vendas.

No INBOUNDPR, a primeira coisa que fazemos é entender os objetivos e norteadores estratégicos do negócio (visão, missão e valores).

A seguir, alinhamos esses norteadores com o Propósito, com as Pessoas (internas e externas) e colocamos a inteligência por trás do INBOUNDPR para funcionar.

Ao longo de todo o processo do INBOUNDPR, monitoramos o impacto do trabalho na reputação digital e nas vendas.

Com isso, entregamos resultados que os clientes querem – mais clientes – vamos educando-os sobre a reputação, a sua importância e o quanto uma boa reputação gera ainda mais vendas.

Conheça os 3 pilares para sistematizar o Inbound PR

O INBOUNDPR está sistematizado em 3 princípios e etapas de implementação que são: propósito, pessoas e método.

Com base nos objetivos de negócios, cada empresa é orientada a definir seu propósito, o qual transmite a mensagem-chave da organização e, consequentemente, deve refletir nos produtos ou serviços.

Pessoas são todas as pessoas relacionadas ao negócio. Partimos de uma análise dos públicos de interesse do problema para o qual fomos contratados para resolver.

A partir daí, trabalhamos de forma a alinhar as pessoas do negócio: desde a alta administração até os clientes que vão sofrer algum tipo de impacto ou vão ter envolvimento na resolução do problema.

Para isso, precisamos alinhar as mentalidades. Outro ponto trabalhado no pilar Pessoas são as personas, que se traduzem como personificações dos públicos-alvo. Este é um conceito que eu trago para o INBOUNDPR do Design UX, onde as personas surgem (o “pai” das personas chama-se Alan Cooper).

O método do INBOUNDPR está em trabalhar a comunicação de forma integrada nas 4 mídias: própria, paga, social e espontânea.

Assim, com propósito claro e conhecendo bem as pessoas envolvidas no processo, é possível criar um plano estratégico de ação digital a fim de gerar vendas e reputação ao mesmo tempo.

Quer saber como implantar o INBOUNDPR? Então,

 



Serviços

A Otimifica é a sua parceira estratégica de marketing digital para conquistar e reter os melhores clientes.

Todos os direitos reservados © Otimifica
Membro da
  

5 dicas de etiquetas na hora de captar lead

5 dicas de etiquetas na hora de captar lead

Uma das buzzwords do momento no mundo dos negócios, sem dúvidas, é lead. Ninguém mais busca por likes ou curtidas, bom mesmo é ter lead. E se eles forem qualificados então, é ouro puro para o departamento comercial das empresas.

Porém, estratégias de inbound marketing focadas unicamente na captação indiscriminada de leads acabam por escorregar no bom senso e nas regras de etiquetas do relacionamento com o cliente. Quando isso acontece, ao invés de cativar o lead, o conteúdo e a sua empresa se transformam em spam 🙁

Para você não cometer nenhuma gafe, separamos algumas dicas:

1ª Não compre lead:

Comprar mailling é uma tentação, nós sabemos, ainda mais quando seu amigo tem uma base com a cara da sua persona e ainda por cima é de graça. Imagine que empresas estão vendendo seus dados para outras empresas, sem você ter autorizado. Acho que você não gostaria disso, certo?

Dica: Se a tentação for maior que você, procure aquecer os leads através de uma campanha de mídia paga, antes de enviar o e-mail. Construa relacionamento!

2ª Peça permissão:

Bem, você não gostaria que enviassem mensagens ao seu whatsapp sem permissão certo? O mesmo funciona para e-mail. Não envie e-mail de forma indiscriminada e sem uma opção de descadastro da sua base.

Respeitar o espaço da persona é tão importante quanto entender qual o interesse dela na sua empresa.

Dica de ouro: sempre se coloque nos pés da persona. Faça um exercício de empatia. No lugar dela você gostaria de receber um e-mail de uma empresa com a qual você nunca conversou?

Saiba mais sobre marketing de permissão

3º Envie a mensagem certa:

Certifique-se que a sua automação está direcionada para a base certa. Nada mais desagradável do que ficar recebendo mensagem com conteúdo direcionado para outra pessoa.

Dica: Estude a sua base antes de construir a segmentação e considere sempre a exclusão de leads indevidos.

4º Cuide o horário:

Muitas pessoas têm suas caixas de e-mail sincronizadas com o celular. Nada mais desagradável que receber alertas de mensagem durante a madrugada, finais de semana ou feriado, a não ser que a sua empresa seja relevante para a persona naquele momento. Certifique-se que suas mensagens foram programadas em dias úteis e que automações não caiam em finais de semana.

Dica: se a sua empresa atua em regiões com fuso horário distinto. Estude a possibilidade de segmentar a sua base de leads para envio.

5º Saiba a hora de parar:

Réguas de automação existem não para importunar a persona e tentar convencê-la a mudar de opinião ou se relacionar com a sua empresa através da insistência. É preciso saber a hora de parar.

Mas isso significa que o lead não é qualificado? Depende. Há uma série de variáveis que influenciam. Talvez o conteúdo não seja relevante para a persona no estágio do funil que ela se encontra, neste caso é preciso reavaliar a jornada da persona.

Dica: Crie regras para que caso a persona não abriu suas duas primeiras mensagens, que ela automaticamente seja excluída da sequência da automação.

Agora que você já entrou no clima da boa conduta aproveite para fazer aquela revisão em todas as suas automações de e-mail marketing. Crie um check-list de pontos que a sua equipe deve sempre lembrar ao fazer uma nova automação.

É importante sempre ter em mente que o e-mail é uma ferramenta estratégica que pode converter em vendas no seu negócio. Use com sabedoria e ponderação. O mais importante sempre é se colocar no lugar a persona e pensar em possibilidade e contextos que a comunicação será recebida.

 

Marketing de Permissão: a essência do Inbound Marketing

Marketing de Permissão: a essência do Inbound Marketing

O termo Inbound Marketing foi utilizado pela primeira vez em 2005 pelo CEO da empresa HubSpot, Brian Halligan. Entretanto, o conceito do que viria ser o Inbound Marketing parte da ideia de marketing de permissão, termo cunhado pelo escritor Seth Godin, ainda no final da década de 1990.

Um contraponto ao marketing de interrupção

 

À época, o autor já via problemas no que ele chamou de marketing de interrupção, ou o marketing tal como conhecemos normalmente: comerciais de TV e rádio, anúncios em revistas e jornais, além de outdoors e outras formas de publicidade.

Esse modelo de marketing é intrusivo e pouco desejado pelos consumidores, já que ele interrompe alguma ação do espectador (ou leitor), bombardeando-o para mostrar um anúncio que muitas vezes pouco interessa. À medida que o consumidor passa a ter cada vez mais opções para se distanciar dessas medidas do Marketing de Interrupção, seja através de diferentes mídias e pulverização de audiências, mais essa abordagem, segundo o autor, perde eficácia para marcas e anunciantes.

Godin, ainda nos anos 1990, percebeu que a escassez de tempo do dia a dia das pessoas seria cada vez maior, o que faria dele – o tempo – um ativo importantíssimo a ser disputado por quem quer chamar atenção dos consumidores. Para o autor:

O Marketing de Interrupção é o inimigo de todo aquele que esteja tentando economizar tempo. Ao interromper constantemente o que estamos fazendo em um determinado momento, o profissional de marketing não apenas tende a fracassar na venda do seu produto, como também nos faz desperdiçar a mercadoria a qual mais ansiamos, o tempo. (GODIN, 2000)

Criou-se, assim, uma dicotomia entre os profissionais de marketing e os consumidores. Enquanto os profissionais investiam cada vez mais dinheiro em diferentes canais para perseguir o consumidor, o público passou a evadir-se dessas mensagens publicitários a todo custo.

Mas o que é o marketing de permissão?

 

Neste contexto, Godin (2000, p. 39) delimitou e definiu o que seria o marketing de permissão; para o autor, essa modalidade estimula os consumidores a participar de uma campanha de marketing de longo prazo e interativa – em que eles são de alguma forma recompensados por prestar atenção a mensagens cada vez mais relevantes -, e possui três características principais:

  1. Antecipado – as pessoas esperam que você as procure
  2. Pessoal – as mensagens são diretamente relacionadas com cada pessoa
  3. Relevante – tem de dizer algo em que o consumidor potencial está interessado

Uma campanha focada no marketing de permissão estimula os consumidores a participar de uma campanha de longo prazo com constante interação, em que eles são de alguma forma recompensados por prestar atenção a mensagens cada vez mais relevantes.

O autor elenca possíveis recompensas, como brindes, informação, entretenimento e sorteios. Esse é um ponto fundamental, já que sem o “sim” do consumidor, o marketing de permissão não seria atraente para o principal interessado: seu público-alvo. Tudo feito de forma transparente e às claras para o consumidor. A intenção de uma campanha de Inbound Marketing é transformar estranhos em amigos e amigos em clientes.

Com a permissão dos clientes, cada vez mais dados podem ser coletados, fazendo com que as empresas ganhem inteligência sobre o comportamento e as melhores práticas comunicacionais para se relacionar com os seus públicos.

Os 5 passos essenciais do marketing de permissão

 

O autor elenca cinco passos principais para atingir sucesso em uma campanha de marketing de permissão (GODIN, 2000, p. 43; p. 137-138) – os quais, somados à lógica da internet, podem ser assim definidos:

1) Ofereça ao consumidor potencial um incentivo para que se ofereça voluntariamente – Na internet, os profissionais de marketing podem usar banners promocionais para interromper de maneira cortês os consumidores e oferecer-lhes a oportunidade de dar a opção positiva para um programa de marketing.

2) Aproveite a atenção oferecida pelo consumidor potencial e ofereça-se para ensiná-lo sobre seu produto ou serviço – depois de um consumidor ter feito a opção positiva, o profissional de marketing usa o e-mail para lembrar o consumidor potencial de voltar ao site da internet. Os profissionais de marketing usam o e-mail para mostrar ao consumidor os benefícios de seus produtos.

3) Reforce o incentivo para ter certeza de que o consumidor potencial manterá a permissão – como há uma infraestrutura de comunicação grátis via internet, o intrínseco diálogo de duas vias que se estabelece permite que o profissional de marketing verifique se o consumidor está prestando atenção. Ao estimular uma reação, é fácil determinar quem está envolvido na campanha e, mais fácil ainda, aumentar a recompensa aos consumidores, para mantê-los interessados.

4) Ofereça incentivos adicionais para conseguir ainda mais a permissão do consumidor – ao usar o poder dos computadores, o profissional de marketing pode individualizar campanhas para uma plateia de uma só pessoa. Dessa forma, pode haver uma recompensa direta ao consumidor, que o incentive a participar, e também uma recompensa progressiva.

5) Com o tempo, use a permissão como alavanca para o mudar o comportamento do consumidor rumo ao lucro – Quanto vale uma relação de e-mails de usuários cem por cento leais e que tenham feito a opção positiva? Uma listagem inteiramente personalizada de centenas de milhares ou de milhões de pessoas que querem e esperam notícias suas sobre algum tópico pessoal e relevante relacionado a compras? Em muitos casos esse pode ser o bem mais valioso da empresa

 

Baixe gratuitamente o nosso Template de Plano de Marketing Ágil e coloque todos os aprendizados do Inbound Marketing e do Marketing de Permissão em prática agora mesmo em sua empresa!

Os 5 níveis fundamentais de permissão

 

Godin (2000) prega que existem cinco níveis de permissão dados pelos clientes às marcas, sendo eles:

1) Nível circunstancial – aquele em que as informações pessoais são autorizadas por curtos períodos de tempo ou em ocasiões específicas;

2) Nível de confiança na marca – o cliente já conhece a marca e a tem em seu rol de fidelização;

3) Nível de relacionamento pessoal – nível intermediário de permissão, no qual já existe uma ligação entre a marca e o cliente, mas não há total plenitude;

4) Nível de permissão por pontos – uma tática de fidelização que oferece uma “troca” por algum tipo de remuneração, produto ou brinde; e

5) Nível intravenoso – maior nível de permissão, o cliente confia plenamente na marca.

Mais do que uma mudança técnica, uma mudança de mentalidade

 

Para uma campanha de sucesso, defende Godin, é necessário ter paciência por parte dos profissionais de marketing e das marcas. O processo é mais demorado e, digamos, orgânico. Os profissionais precisam ter em mente que uma campanha de marketing de permissão precisa de uma infraestrutura e tempo para maturar em bons resultados. É necessária uma mudança de mentalidade por parte do profissional de marketing. Segundo Godin:

O profissional do marketing de permissão trabalha para mudar seu foco: em vez de querer encontrar o maior número de clientes potenciais, ele quer converter o maior número de clientes potenciais em clientes. Depois ele quer intensificar a permissão em base constante. (GODIN, 2000)

Leia também:  Mentalidade digital X Transformação digital: qual a diferença?

É necessário chamar atenção do leitor nestes dois pontos tocados aqui por Godin: a necessidade de mais tempo até resultados serem atingidos; e a mentalidade do profissional que deve deixar de ser encontrar potenciais clientes a todo custo, e sim encontrar os potenciais clientes certos e transformá-los em clientes da marca.

Por fim, podemos dizer que o marketing de permissão e consequentemente o Inbound Marketing é uma modalidade que busca estabelecer uma relação com os clientes e, através das informações cedidas, analisar e converter os dados disponíveis em possibilidades de comunicação assertivas para fidelizar clientes.

Agora que você já sabe o que é marketing de permissão e Inbound Marketing, descubra o que é o Inbound PR e entenda como conectar objetivos de negócio com Relações Públicas, marketing e vendas sincronizando as quatro mídias.

 

Este conteúdo foi escrito originalmente pela Relações Públicas Thais Gonçalves, colaboradora do Blog RP e Assistente de Assuntos Internacionais da PUCRS.